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Jonas Marcos Santos Martins
Miraguaí - RS

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Locutor de Rádio da
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Criado em: 04/02/2011
 
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Gre-Nal final de semana
 

O atacante Ricardo Oliveira pode vir pro Grêmio.

A direção esta tentanto a negociação e ele se juntaria a Miralles como reforço do tricolor pro gauchão.

=

No inter a noticia é o interesse colorado no lateral gremista Gabriél. O passe do jogador pertence a uma equipe grega e o Inter poderia fechar negocio nos proximos dias.

=

Depois das noticias:

O Grêmio vai para o Grê-Nal com um time misto, eu diria quase titular, mas mesmo assim pode vencer o colorado. O Inter é favorito, mas precisa encontrar o ponto de equelibrio entre a velocidade e a pressa.

Renato entra no jogo sem ter muito a perder, a culpa é da falta de jogadores no elenco, por isso pode inventar, e até surpreender.

O Grêmio esta usando tanto a imortalidade que daqui a pouco até ela se lesiona.

Gre-Nal nao te favorito, mas segue sendo futebol, e no futebol vence quem saber melhor o que esta fazendo.

 

 

 
Escrito por:Jonas Marcos Santos Martins - 06/05/2011 16:44
 
Categoria(s):  Sem Categoria
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Tunel do tempo: Futebol, mulher e cerveja
 

Um dia desses, estava num bar aqui da cidade quando vi dois sujeitos sentados em uma mesa, ambos vestidos ainda do serviço. Pela minha crítica análise pensei que eram profissionais da construção civil ou algo do ramo.

u sou um sujeito curioso, sempre tento ver as coisas atípicas em uma cena qualquer nas imagens normais do cotidiano se é que a vida cotidiana é normal. Sabe, no final das contas acho que eu posso ser considerado um xereta... Mas xereta soa mal, então prefiro curioso.
       Mas voltando a cena daquele final de tarde, imaginei que os sujeitos deveriam estar falando sobre dois assuntos fundamentais para homens em uma mesa de bar, mulher e/ou futebol. Acho que esta é a receita perfeita num final de tarde, cerveja, amigo, mulher e futebol. Se alguém me disser que existe algo melhor está mentindo ou, então, descobriu a forma da felicidade.
       Mas para a minha surpresa os dois sujeitos estavam falando de um assunto muito mais pertinente para os dias que vivemos, vou tentar descrever a conversa:
- Você viu que a OAB entrou com processo no Supremo para eliminar a pensão vitalícia dos ex-governadores?! - Disse o primeiro sujeito que ao final da afirmação carregava um ar de superioridade, como se soubesse de uma coisa que ninguém mais sabia.
- Vi sim, e acho que tá certo. Os caras permanecem no poder quatro, oito anos, e depois ficam ganhando 24 mil por mês para o resto da vida... Não é justo.
- Pois eu sou a favor da pensão. Eles foram governadores e devem sim ficar ganhando uma pensão vitalícia para o resto da vida, eles merecem.
       Ambos se olharam, não discutiram, e seguiram tomando aquele líquido espumante sem mais tocar no assunto.
       Eu necessariamente concordo com o segundo homem, acho que um ex-governador deve mesmo receber uma pensão vitalícia, pois por mais que não estejam mais no poder eles seguem representando a imagem do estado. Jamais deixarão de ser ex-governadores, e sempre terão suas imagens ligadas ao estado.
       E mais do que isso, vale lembrar que uma pessoa que esteve no poder não pode de jeito nenhum voltar ao mercado de trabalho. Porque se um ex-governador passe a trabalhar em uma empresa, certamente esta empresa teria vantagens incomparáveis em relação as concorrentes. Além de ter estado nas entranhas do poder, conhecendo todos os atalhos, ainda terá para si o privilégio e influência de quem já foi governador.
       Nos Estados Unidos (que pode servir de exemplo de democracia), um ex-presidente não pode voltar ao mercado de trabalho, deve seguir recebendo uma pensão e somente trabalhar dando palestras.
       O custo com os ex é caro, claro que é, mas este é um preço que temos que pagar para termos a democracia e engana-se quem pensa que a democracia custa pouco. A democracia é cara, e nós encontraremos a sua perfeição plena quando nos dermos conta que os políticos são à solução e não o defeito para ela.
       Quanto aos dois homens que estavam naquele bar, logo depois do assunto polêmico e político, a esfera das opiniões se voltou para o futebol, um gremista e um colorado, e numa semana de Gre-Nal, da para entender que o assunto foi longe. Afinal, futebol rende mais assuntos que política, não que seja mais importante, mas é muito mais palpável. E para nós é isso que interessa: a emoção de poder dizer o meu time, o meu centroavante, a minha torcida. Jamais ouviremos um brasileiro dizendo o meu deputado, o meu senador, e por aí vai.
       Política está longe de entrar na receita perfeita para um final de tarde, futebol, cerveja e mulheres ainda são soberanas.
 
Escrito por:Jonas Marcos Santos Martins - 06/05/2011 16:43
 
Categoria(s):  Sem Categoria
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As calcinhas de Catarina
 

Para nós homens, a calcinha de uma mulher é uma das maiores invenções do mundo. Quando um homem chega ao estágio de tirar uma calcinha de uma mulher significa que ele conseguiu alcansar o seu maior exôdo de conquista e capacidade. O sentimento de alegria se mistura com a emoção de ver a peça mais intima de uma bela mulher, correr por suas pernas revelando as partes que apenas alguns poucos, poderão ver em toda a vida.
Reza a história que no século XVI, por volta do ano de 1547, depois que Henrique II assumiu o trono da frança, sua esposa Catarina de Médicis,  uma praticante assidua de equismo, (montária), mandou que fizem a ela calças como de homens, no entanto, mais justas e de tecido mais leve como seda, e um tanto mais pequenas, para que usasse por baixo do vestido para que não mostrasse suas reais partes intimas no momento da montaria.
Fico imaginando que ja naquela época, a jovem e bela rainha devia ter no minimo uns dez suditos que lhe acompanhavam no momento de sua aventura montada, e eles foram os primeiros homens da humanidade a ver as calcinhas de uma mulher.
Note a importancia do momento na vida daqueles suditos, foram os primeiros homens e ver as calcinhas de uma mulher, que nunca poderiam tocar é verdade, mas que poderiam apreciar sem serem castigados, como você pode fazer hoje da janela do apartamento quando a sua vizinha chegar do trabalho, e tirar as roupas na sala antes de correr pro banho.
Mas indo mais além note que Henrique II foi o primeiro homem, claro se não tiver na historia um mais esperto que ele, a tirar uma calcinha. Quer dizer o rei da França devia ser lembrado eternamente por um ato tão desejado por tantos homens, e tão repetido ao longo dos anos.
Você sabe que Henrique II morreu com uma lança espetada em um olho, mas certamente naquele momento em que agonizava antes da morte, a ultima imagem que ele viu foi a cena de quanto tirou as calcinhas de Catarina.
Henrique II, um heroi de todos os tempos, para todos os homens.

 
Escrito por:Jonas Marcos Santos Martins - 02/05/2011 16:44
 
Categoria(s):  Especial
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Meu amor de verdade
 

Meu nome é Leopoldo, a partir de hoje estarei sempre aqui contanto um pouco da história de minha vida. Minha história é parecida com a de muitos homens. Conheci a mulher mais linda do mundo. Carlinha, loira, olhos verdes, pernas lisas, linda como jamais tinha visto uma mulher pessoalmente. Lábios grandes e carnudos, empinada mais que pipa, nos meus tempos de pia em Redentora.
Eu nunca fui o mais bonito da turma, mas também nunca fui o mais feio. Logo começamos namorar. Lembro do sacrifício que foi convencer o pai da moça a nos  dar a permissão. Não demorou muito estávamos os dois frente ao padre jurando amor eterno.
Depois de casados, deixei de lado os amigos, comecei trabalhar em dobro e me comportar feito um homem. Eu só tinha uma exigência, um momento de prazer que não deixava por nada: ver meu Grêmio jogar. Aquele era um ano brilhante. Felipão de técnico, Rivarola e Adilson Batista arrebentando na zaga, Carlos Goaino e Dinho destruindo no meio, Carlos Miguel com sua canhota mágica fazendo sucesso, Arce batendo falta e chegando feito uma flecha no fundo, Roger no outro lado não deixando nem um ponteiro se criar, e ainda acertando lançamentos de cinquenta metros, e na frente caindo nos dois lados o Paulo Nunes, e no meio da área metendo para dentro o melhor centroavante de todos os tempos Jardel, sem contar que debaixo dos arcos estava uma parede chamada Danrlei.
Os dias passavam, meu Grêmio matava um a um os adversários, e por outro lado meu casamento estava de vento e polpa. Durante o dia eu trabalhava, mas a noite depois do Jornal Nacional eu caia matando e fazia sair faísca da minha caminha com a minha Carlinha. Aquilo sim era vida.
Um dia sai do trabalho mais cedo. Eram quatro horas da tarde cheguei em casa no meio da tarde  e quando entrei ouvi gemidos vindos do quarto.
Parei diante da porta entreaberta e lá estava Carlinha se entregando a um cara que eu nunca tinha visto na vida. Ele pegava-a como eu jamais havia pegado, fazia com ela tudo que eu sempre quis fazer e que ela nunca permitiu. Na hora passou pela minha cabeça a idéia de dar um tiro nele. Logo lembrei que não tinha revolver, então lembrei da faca na cozinha, e andei em direção ao cômodo da casa, mas logo me veio à tona que se eu o matasse iria preso, e se fosse preso estragaria minha vida.
Voltei pro quarto sem nada nas mãos, meti o pé na porta, o susto foi grande, ele saltou pela janela do quarto pelado, eu saltei atrás dele, mas não pude pega-lo. Ela estava nuazinha, chorando. No inicio a raiva tomou conta de meu coração, toquei de casa só com a roupa do corpo. Bebi três dias sem parar.
Um mês depois ela voltou atrás de mim, me pediu perdão, disse estar arrependida, queria voltar. Eu amava aquela mulher, e depois o perdão é divino. Voltamos.
Um mês depois fomos almoçar na casa dos sogros. Aquele era um domingo especial. Quatro da tarde teria grenal. Almocei, tomei umas geladas com o sogro e com o cunhado, entrei no meu fusca branco e me mandei pro centro da cidade. Dia de Grenal era assim nos reuníamos todos num bar do centro, só gremistas para ver nosso Grêmio massacrar.
Mas aquele dia o bar não abriu, parece que o dono do buteco estava de férias. Então voltei. Na casa do meu sogro tinha uma televisão 29 polegadas que era uma beleza. Quando cheguei o jogo já estava quase começando. Passei sem olhar para ninguém e corri para o sofá. A bola começou a rolar,  virei para Carlinha para pedir uma cerveja, e vi a cena mais cruel para um homem ver, ela nem tinha percebido que eu tinha chegado e estava me traindo de novo. E o pior desta vez dentro da casa do próprio pai. Me deu vontade de mata-la. Só não fiz isso porque o meu cunhado me segurou. Abandonei-a, abandonei aquela família de traidores para sempre. Me trair uma vez ainda vai, mas me trair a segunda vez é demais. Aquela vadia que um dia eu chamei de esposa estava com a camisa do Internacional. Era traição demais. Pedi o divorcio na segunda-feira e nunca  mais falei com ela, afinal eu jamais tocaria num corpo que se sujou com a camisa vermelha do colorado.

 
Escrito por:Jonas Marcos Santos Martins - 25/04/2011 16:08
 
Categoria(s):  Especial
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A ex-mulher de minha vida
 

Marcelo era apaixonado por Giovana. Eles se conheceram numa festa de final de ano na empresa. Os dois eram estagiários na época. Ele estava parado no bar junto do Bernardo, um sujeito baixinho e conversador. Os dois bebiam uísque, quando ela do outro lado do salão começou a olhá-lo. Ele não teve dúvida aquela morena tinha que ser sua. Apaixonou-se a primeira vista. Enquanto caminhava já ia estruturando um discurso para convencê-la a dançar. Pensou mas nada lhe veio à cabeça, certamente teria que improvisar, e improvisou:
- Vamos dançar?
Ele convidou, e ela apenas alcançou a mão. Os dois dançaram mais ou menos umas dez musicas, e acabaram a noite no apartamento dela se engalfinhando em cima de um sofá. Fizeram amor, selvagem é verdade, mas amor, aquilo não era sexo apenas, não era apenas o prazer do gozo, aquilo era carinho, emoção e amor.
Engataram um namoro. Os dois não podiam se ver, era sexo, amor, paixão como Marcelo jamais havia vivido. Não demorou muito estavam morando juntos.
Giovana era carinhosa, cuidava das coisas de Marcelo, tratava ele bem. Faziam planos juntos. Viveriam a vida inteira um ao lado do outro.
Eram o casal mais feliz e apaixonado do mundo. Mas um dia tudo começou a mudar. Marcelo foi efetivado. Saiu do setor que ele estava e foi para o mesmo de Giovana. Ganhou uma mesa em um canto da sala. O chefe anunciou a integração de Marcelo a equipe de Marketing, mesmo ele sendo um jornalista. Marcelo não pode deixar de notar que Giovana não estava na sala na hora de sua apresentação.
Depois que o chefe saiu ele andou lentamente até o banheiro e ligou pro celular dela. Ninguém atendeu. Tentou mais algumas vezes até que desistiu. Voltou para sua mesa e ficou sentado meio que olhando pro nada.
Umas duas horas depois Giovana entrou, estava acompanhada de Ramon. Ramon era o gerente geral da empresa, o filho mimado do dono daquele império. Ele era um homem alto, muito bem fisicamente, diziam as más línguas já tinha traçado mais da metade das funcionárias da empresa.
Marcelo não era de ter ciúmes com muita facilidade, mas naquele momento ele sentiu uma pontinha de ciúme. Ficou no mesmo lugar como se não tivesse visto os dois, e o mais incrível ela nem veio até a sua mesa lhe dar os parabéns, foi direto para a sala de Ramon. Marcelo apenas observava.
 Depois ela andou e falou algo para uma colega que riu, Marcelo estava entendendo aquele riso só podia ser de detalhes picantes. Mais de meia hora depois ele a encontrou no cafezinho, havia chegado a hora do acerto de contas:
- Oi amor onde você estava?
- Preciso falar com você!
Aquelas palavras cortaram o coração de Marcelo. Ele sabia o que viria depois.
- A gente esta se dando bem juntos, mas não podemos mais continuar, eu estou apaixonada por outra pessoa!
- Como assim, eu amo você.
- Eu sei! Me desculpa não da mais. Hoje eu vou para casa da minha mãe e amanhã mando pegar as minhas coisas.
Ela ainda caminhou até perto dele e beijou-o, sentiu o gosto do ultimo beijo nos lábios de Giovana. Ela saiu foi-se embora e ele ficou ali , sem reação, sem saber o que falar ou o que fazer. A única certeza que ele tinha é que ele amava Giovana e não podia perde-la.
Seu ego falou mais alto que tudo e sua primeira reação foi pedir demissão, não poderia continuar na  empresa do homem que todas as noites se deliciaria nas carnes macias de seu grande amor.
Os dias que seguiram foram sofriveis para Marcelo. Ele não tinha mais vontade de fazer nada, e cada dia que voltava para casa lembrava de Giovana e tinha vontade de chorar. Ele foi atrás dela varias vezes. Ela quando não se escodeu foi direta e sucinta:
- Se comporte como homem, não corra mais atrás de mim!
- Mas eu te amo!
- Mas eu não te amo!
Ele demorou, mas se convenceu que ela não o amava mesmo. Decidiu tocar a vida, correu atrás de outro emprego. Não demorou muito comçeou a trabalhar no "Jornal da Cidade". Em pouco tempo estava recebendo prêmios por suas matérias e estava sólido na profissão.
Um dia foi convidado pelos amigos a ir num bar tomar uma cerveja. Fazia dois anos desde que tinha perdido Giovana, nunca mais tinha corrido atrás, nunca mais tinha visto ela, decidiu que estava na hora de se divertir.
O bar não era diferente de todos os bares de todos os lugares do mundo. Bebados no balcão, casais nas mesas, e amigos sempre no fundo tomando chope.
Depois da terceira rodada eis que uma garçonete se aproximou com mais uma rodada. Não podia ser, mas era. Era Giovana, ainda linda como sempre foi, morena, alta, mulher de presença. Por dois segundos passou um filme na cabeça de Marcelo, mas logo ele voltou para os amigos, e continuou o papo sobre futebol. Afinal aquela mulher um dia ja foi a mulher da sua vida, e hoje não é mais.

 
Escrito por:Jonas Marcos Santos Martins - 25/04/2011 16:07
 
Categoria(s):  Especial
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A batalha dos Porongos
 

A escravidão é a pagina mais suja da história do Brasil. Entre todas as injustiças, desigualdades, e atrocidades que nosso país já viveu, esta foi uma parte da historia que manchou de sangue para sempre a história de uma nação.
Na Revolução Farroupilha, quando o Rio Grande do Sul se revoltou contra o império, uma das bandeiras levantadas pelos farroupilhas, ou por uma parcela deles, era a da abolição da escravatura.
Teixeira Nunes e o general Neto formaram na época um corpo de Lanceiros Negros, formados por escravos que lutariam ao lado dos farrapos, mas com ideais muito mais nobres: A Liberdade de um Povo.
Comandados pelo valente Teixeira Nunes que trazia com ele a fama de não perder batalhas, e de jamais recuar, ser o primeiro a entrar na batalha e o último a sair os lanceiros foram decisivos em muitas batalhas.
Estiveram na primeira delas em Porto Alegre, ainda comandados pelo general Neto, e estiveram na última, na curva do arroio Porongos, atual município de Pinheiro Machado quando foram atacados pelos imperiais.
Era novembro1844, a revolução encontrava-se em pleno armistício, e seu fim já começava a ser negociado entre os líderes de ambos os lados. Os lanceiros negros estavam acampados no cerro de Porongos sob comando do general David Canabarro, quando foram atacados de surpresa por forças sob o comando de Francisco Pedro de Abreu, o Moringue. O Corpo de Lanceiros Negros, cerca de 100 homens de mãos livres, tentou resistir ao ataque, mas foram quase todos mortos. Também foram presos mais de 300 republicanos, entre brancos e negros, e 35 oficiais farroupilhas.
Teixeira Nunes, principal líder dos lanceiros negros, foi ferido durante o confronto e, logo após, sem condições de defender-se, foi morto por Manduca Rodrigues, que lutava pelos imperiais.
Cogita-se se que o ataque teria sido previamente combinada com Canabarro para exterminar os lanceiros negros, que poderiam formar bandos após o término da guerra, que já estava sendo tratado. A questão da abolição da escravatura, uma das condições exigidas pelos farroupilhas para a paz, entravava as negociações. A libertação definitiva dos ex-escravos combatentes precipitaria um movimento abolicionista no resto do império, e a mão de obra escrava vinha mantendo a produção agrícola desde os tempos coloniais.
No final fica a dúvida quanto a participação de Canabarro, mas a certeza que os negros lanceiros foram desprezados por aqueles que tratavam da paz, pois nem conquistaram a tão sonhada liberdade, e nem tiveram a honra de morrer como os heróis que foram em vida.
Os comandantes farroupilhas entre eles o próprio Canabarro, seguiram as negociações de paz com o então barão de Caxias, que mais tarde tornar-se-ia duque e patrono do exercito brasileiro.
Já os negros foram esquecidos nas páginas da história até 1888, quando na teoria foi abolida a escravatura. As senzalas não existem mais, já os capitães do mato e coronéis de terra, estão ainda por ai, a diferença é que agora eles se escondem por trás de ternos e gravatas.

 
Escrito por:Jonas Marcos Santos Martins - 15/04/2011 16:09
 
Categoria(s):  Especial
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Uma história de amor não correspondido
 

Ele a conheceu há muito tempo. Quando ainda eram duas crianças. Ela mudou-se para a mesma rua dele, e foi amor à primeira vista. Os olhos dela se cruzaram com dele de forma que ele jamais esqueceria. Ela também se apaixonou, eram novos é verdade, mas estavam apaixonados.
O tempo passou, ele ficou amigo dela, mas nunca teve coragem de dizer o que sentia. Para os apaixonados o tempo passa mais rápido, ele a viu crescer, viu seu corpo se transformar, muitas vezes suspirou por ela, às vezes até chorou por ela, e chorava ainda mais por ele, pela sua covardia, a sua falta de coragem de dizer que a amava como jamais ninguém a amaria.
Ela começou sair com outros caras, de certo não mais amava ele como ele amava ela, mas ele precisava falar, ele tinha que falar, mas não falou. O colegial acabou.
Ele foi para a faculdade de Direito, ela não. Ela logo foi embora, um dia quando ele voltou à casa dos pais nas férias tinha um convite sobre a mesa da teve. Era o convite para o casamento dela. Casaria em Manaus dali a três dias, ele estava em Porto Alegre, e não podia permitir que ela casasse sem que falasse o que sentia.
Pegou o primeiro avião com destino a São Paulo, da capital paulista voou em direção a capital verde do Brasil, chegou no inicio da manhã.
Sabia que não seria fácil encontra-la. Tentou contato pelo numero de telefone no convite, mas ninguém atendeu. Procurou a empresa responsável pela festa, estava fechada, então recorreu a maneira mais antiga e simples de se encontrar um endereço, agenda telefônica, não tinha nada.
Andou pela cidade no banco traseiro de um táxi, não tinha destino, mas precisava ter esperanças. Por horas andou sem destino, sem rumo, enfim parou frente a uma igreja.
Entrou, olhou para as imagens de santos que ele nunca tinha visto na vida, acho que aquela era a primeira vez que ele entrava numa igreja, orou fortemente, não com a mesma expressão de uma oração, mas fez o que seu coração mandava:
- Ola santinhos, não conheço vocês, não sei se vocês me conhecem, mas preciso da ajuda de vocês, tenho que encontra-la, nem que somente para dizer o quanto a amo, não sei mais o que fazer, minha vida esta acabada se não falar mais com ela, eu preciso olhar nos olhos dela e dizer que amo muito esta mulher. Me ajudem por favor.
Ele levantou e saiu sem falar nada, sem olhar para trás, e quando voltava novamente para o táxi teve uma idéia, claro, era simples, bastava ligar para o celular dela, vai que ela tenha o mesmo numero ainda. O telefone tocou muitas vezes, mas ninguém atendeu.
Suas esperanças começaram a se esgotar, parou na frente de um pequeno hotel, alugou um quarto, e deitou para descansar. Não conseguiu dormir, cada vez que seus olhos fechavam ele via o rosto dela, ouvia a voz dela, e sentia o cheiro dela. Seus olhos se encheram de lágrimas e ele chorou. Chegou a uma conclusão que talvez ele nunca mais esquecesse, iria desistir, não podia continuar esta busca absurda, ela casaria no outro dia e ele não tinha o direito de se intrometer, e mesmo que tivesse este direito ele não iria conseguir encontra-la.
O dia amanheceu ele chamou o mesmo taxista, e andou em direção ao aeroporto, na estrada cruzou por uma cena horrível. Um acidente envolvendo um caminhão e um automóvel parece que tinha tido vitimas fatal, mas ele não parou seguiu com o táxi para o Aeroporto.
O único avião com destino de volta para casa seria apenas às 11 horas, não eram nem 9 horas ainda, ele teria que esperar, sentou-se e ficou olhando para uma televisão que ficava logo a frente. Estava passando o Bob Esponja, era bem engraçado.
Não demorou muito e logo entrou no ar um plantão extraordinário. Era a noticia do acidente que ele tinha visto na rua. Logo colocaram as fotos das vitimas, um homem que segundo a reportagem era motorista, e ela, a noiva.
Aquilo não podia estar acontecendo, ela estava morta, se ele tivesse se esforçado mais, se tivesse encontrado-a, nunca a teria perdido. A culpa era dele, ele sabia que era dele, não poderia mais viver com aquela culpa.
Sentiu naquele momento uma vontade de chorar. Lembrou todos os momentos que tiveram juntos. Se ele tivesse falado há tempos atrás que a amava tinha certeza ela não teria viajado, aquilo era culpa dele, ele sabia disso, ele acreditava nisso, acreditava tanto que pensou em tirar a sua própria vida, talvez na eternidade ele conseguiria falar a ela o quanto a amava.

 
Escrito por:Jonas Marcos Santos Martins - 10/04/2011 21:23
 
Categoria(s):  Especial
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O centroavante
 

  Aquele era um dia especial. O primeiro domingo de Marcos depois da recuperação da fratura na perna. Entraria em campo novamente no campeonato amador, diante do principal time da cidade, o União. Dois craques jogavam lá, diziam até que eles tinham sido profissionais, Serginho o zagueiro, e Bigode o centroavante. Juntos eles já tinham desbancados todos os bons adversários da cidade, Serginho que de pequeno não tinha nada, trucidava os atacante, enquanto Bigode empurrava para as redes.

  Aquele era mesmo um jogo especial para Marcos, quando ele quebrou a perna, num acidente de moto, Larissa era sua noiva. Estavam prontos para casar, mas aquele acidente tirou-o de circulação, e ela não aguentou os mais de sete meses de repouso, e foi se consolar nos braços de Serginho. Não que ele estivesse com vontade de se vingar, mas humilhar o homem que roubou a sua mulher é sempre uma boa forma de aumentar a  alto estima.

Enfim a tarde chegou, Marcos estava nervoso, o treinador que por sinal era também o patrão na fabrica, escalou o time, e jogou a camisa 17 para o atacante, na hora ele entendeu: estava na reserva.

O jogo começou, Serginho era soberano na zaga. Bigode já tinha tido duas oportunidades, e logo pintou a terceira, jogada de linha de fundo, bola na área, o centroavante pulou e pimba, um a zero.

No final do primeiro tempo eis que o próprio Serginho avançou de traz do meio campo, Marcos tinha que reconhecer, foi um golaço, dois a zero.

Segundo tempo de volta. Marcos pediu para entrar, foi atendido, quando ainda aguardava na beira do gramado olhou para a cerca e lá estava a bela Larissa, gritando como uma louca para Serginho, que olhava e ria.

Eis que Marcos tocou na bola uma vez, deixou dois marcadores na saudade, corte rápido, ele estava como antes, ia fazer o gol, mas sentiu-se atingido por um caminhão, era Serginho, que lhe arrancou a bola e foi se embora.  Ele olhou para a cerca e lá estava ela vibrando como uma Maria Chuteira no quarto de Renato Gaúcho.

Nova chance, Marcos arrancou, cortou o primeiro, dividiu com o segundo, bola picando, olho na pelota, toque por cima do terceiro marcador, goleiro saindo desesperado, mais um toque na bola, goleiro na saudade, e bola na rede. Golaço para lembrar e contar para os netinhos o resto da vida. 

Jogo quase no fim, contra-ataque veloz, bola no Marcos, toque com o pé direito, pedalada por cima da bola, elástico no marcador, opa espera ai, era o Serginho ficou para trás, o goleiro surge na frente, toque no canto, gol de novo.

Empate! Aquilo era incrível, dois golaços, Bigode de cabeça baixa no ataque, Serginho abatido na zaga e Marcos festejado pela torcida. Os adversários o cumprimentavam, os companheiros, o agradeciam. Voltou a olhar para Larissa, ela riu de volta. O grande Marcos estava novamente, mais rápido que antes, mais mortal do que antes.

Pegou a moto e saiu feliz da vida, dobrou uma esquina, um carro de encontro, batida forte, ambulância, Samu, policia, e o veredicto, Marcos tinha fraturado a perna em dois lugares, mas um ano de molho.

O mundo gira, e tudo muda, a como muda.  

 
Escrito por:Jonas Marcos Santos Martins - 06/04/2011 16:44
 
Categoria(s):  Especial
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A loira da portaria
 

Vanessa não era a mulher mais bonita que ele já tinha visto. Olhos verdes,  rosto angelical, jeito de menina, mas corpo de mulher, alta e loira, ele sempre teve uma quedinha por loiras, algo nas loiras chamava sua atenção, não sabia explicar, mas ela tinha um feitiço que o atingia sempre que estava perto de uma da espécie.

Todos os dias, no mesmo lugar, na portaria do prédio eles se encontravam, ela ria, jogava o cabelo pro lado e dizia:

- Oi...Tudo bem?

Como os lábios dela se mexiam com uma volúpia tão grande, e com tamanha desenvoltura que mais parecia uma bailarina no teatro municipal, ele nunca respondia, no maximo balançava a cabeça em sinal de positivo e seguia, mas sua vontade era parar, convida-la para sair, para ir para um motel, é esse era o maior desejo dele, ir para um motel com aquela loira. Caminhava pela rua lembrando da loira, um dia ele a viu de biquíni, foi uma única vez e por fotos ainda, ela tinha passado um final de semana em Capão da Canoa, e colocou as fotos numa rede social, que visão mais linda, salvou a foto em seu computador no trabalho, sempre que tinha uma chance ele olhava aquela bela imagem. Biquíni verde, todas as mulheres lindas deveriam ser impedidas de usar roupas, deveria usar somente minúsculos biquínis.

Logo já estava no bar com os colegas do escritório, aquele era o momento mais calmo de seu dia, a hora que passava  tomando cerveja, e falando sobre futebol era a fração de tempo em que ele não pensava nela. Mas sempre há alguém para ver uma mulher na rua e dizer:

- Olhe aquela gostosa! 

  E ai seus pensamentos voltavam novamente para a única gostosa que ele conhecia, não haveria no mundo alguém mais gostosa que Vanessa. Suas carnes lisas e macias, o bumbum mais empinados que  tinha visto, os peitos eram fartos mas não gigantes, eram como duas peras grandes, simplesmente perfeitos.

A cor da pele, uma loira que poderia ser morena, cor de caramelo, é isso, ela tinha um bronze natural, e de tão natural era lindo, aquela era mesmo a mulher mais bela que ele já tinha visto, mas era também a mulher mais gostosa.

O biquinho que ela fazia com os lábios toda vez que lhe cumprimentava na saída do prédio, aquilo sim era biquinho, algo incrível, ele não conseguia esquecer. Nunca falava dela para os colegas, é verdade que todos a conheciam, provavelmente todos achavam ela uma gostosa também, mas ninguém falava dela, pelo menos não perto dele.

Depois da cerveja, preciosa companheira do final de tarde, ele seguia a pé pela rua, olhava vários carros passarem, analisava, voltava a fazer planos de também comprar o seu, certamente quando ele conseguisse esta conquista ele convidaria Vanessa para um passeio, mas não um passeio qualquer, queria parar em uma escuridão qualquer e fazer amor no banco traseiro, se entregar a luxuria, tremer de prazer.

Enfim chegava em casa, abria o portão da frente, caminhava lentamente, abria a porta e entrava, seguia direto para o quarto, desfazia daquela roupa desconfortável, e depois voltava lentamente até a cozinha, pegava uma fruta e voltava para sala, de onde ficava ouvindo a água do chuveiro cair, era rápido, logo o barulho parava, e a porta do banheiro se abria, ele ouvia isso, e só então voltava ao quarto, onde sem pensar duas vezes ele abraçava sua esposa, e a beijava apaixonadamente.

Como era um homem de sorte em ser casado com Vanessa, ela não era a mulher mais linda que ele conhecia, mas tinha algo que o enfeitiçava.

 

 
Escrito por:Jonas Marcos Santos Martins - 04/04/2011 16:29
 
Categoria(s):  Especial
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Anjos do Campo Santo – Capitulo 6
 

A imagem a sua frente era de uma velha feia. A mais feia que ele já tinha visto, rosto marcado pelo tempo, algumas pinturas pitorescas, os cabelos caindo-lhe pelos olhos, e a pele escura como os que o atacaram na praia e como as duas belas no rio.

Seu coração disparou ante o espanto,  sua primeira reação foi tentar levantar, mas sentiu uma dor tremenda em sua cabeça. Ouviu uma voz vinda do outro lado seu, olhou e notou um padre, jovem, espanhol que dizia para que ele não levantasse.

Colocou a mão na cabeça e recobrou os sentidos, estava ferido, mas estava em mãos amigas poderia descansar em paz. Durante as duas semanas seguintes ficou ali naquele lugar, e sua única distração era as horas que passava conversando com o padre. Ficou situado em tudo que estava acontecendo. Os espanhóis chegaram antes dele e de Vespucio, situaram-se ali, e conseguiram se estabelecer entre os povos daquela tribo, no entanto, uma tribo no norte não aceitou a presença dos brancos entre eles e por isso uma guerra se iniciou. Poucos homens brancos ainda restavam, estavam agora ilhados no meio do nada, já que os poucos homens que estavam ainda naquele local não conheciam as artimanhas do mar para voltar para casa. A guerra estava praticamente perdida, e ficou ainda mais cruel e sangrenta depois que Romero matou o filho da tribo no norte. Ainda estava vivo apenas porque na oportunidade salvou a filha do chefe da tribo do sul.

Em um mês Romero já estava recuperado. Os homens da aldeia acompanhado de alguns poucos desgarrados brancos, saiam muitas vezes para enfrentar os adversários, no entanto estavam sofrendo muitos revés. O chefe esteve durante muito tempo em templo sagrado com sua família e agora voltou, alguma coisa aconteceria então.

O padre procurou Romero, estava preocupado, o velho chefe não tinha herdeiro, mas tinha muito ouro e prometeu a sua bela filha e um quinhão de ouro para o homem que o ajudasse a livrar a sua aldeia desta guerra que os brancos trouxeram, como ninguém se apresentou para tentar negociar com a tribo contraria o velho decidiu que entregaria os brancos ao outro chefe e acabaria com a mortandade entre seu povo.

Romero mandou um aviso ao velho chefe, pediu vinte e cinco guerreiros, e convidou os treze brancos que ainda restavam e começou um treinamento específico com eles. No final do treinamento apenas 40 restavam. Romero ensinou tudo que sabia em armamentos, em luta corpo a corpo, e táticas de defesa em batalha, enfim tudo que aprendeu com o mestre Américo.

Era uma manhã fria quando os quarenta homens mais Romero partiram para uma guerra. Os dias foram passando e o povo que ficará na aldeia recebia de tempo em tempo um mensageiro que informava sobre as batalhas.

No inicio algumas incursões bem sucedidas. Depois passou a ocorrer batalhas de tamanha valentia, com táticas e aguçado conhecimento de guerra Romero ia conduzindo aquele grupo a feitos heróicos, extraordinários, algo que ninguém jamais imaginou.

Eis que então chegou o grande dia.

 

Até o próximo capitulo de Anjos do Campo Santo.

 

 
Escrito por:Jonas Marcos Santos Martins - 31/03/2011 16:28
 
Categoria(s):  Folhetin
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Anjos do Campo Santo - Capitulo 5
 

 

Parado na frente da porta do quarto, Romero olhava firmemente para dentro, Franchesca estava deitada de costas, e estava nua, isso mesmo nua como veio ao mundo, era a mais bela nudez que Romero já tinha visto em toda a sua vida.

Era uma nudez que passava inocência, passava um ar de esperança, mas acima de tudo lhe dava a impressão do quanto o mundo era bom e belo, mesmo sem o pai que morrerá a poucos dias ele sentiu que aquela bela nudez lhe trazia a felicidade completa.

Ele apagou sua lamparina, e andou lentamente para dentro do quarto, aquele era um momento em que ele não mais respondia pelos seus atos, estava sendo movido por uma força maior que não podia compreender ou dominar, dois passos longos mais cuidadosos lhe postaram em frente a cama, ele ficou ali olhando-a deitada, ali estava o mais belo bumbum que ele já tinha visto, o mais belo bumbum nu que ele já imaginara em seus sonhos, sempre foi um apaixonado por bumbuns, mas era raro ver um bumbum descoberto, sempre havia muitos vestidos e panos cobrindo uma das maiores belezas fabricadas por Deus: o bumbum feminino.

Abaixou-se lentamente, ainda olhando firmemente para as carnes de Franchesca, naquele momento ele estava com um olhar faminto, parecia com alguém que passou um ano sem ver carne e encontra um pernil temperado em modo espanhol, era lindo demais, apetitoso demais, era tudo que ele sempre quis, poderia ficar ali a vida inteira, apenas olhando-a,admirando aquele bumbum, queria tocar, mas tinha medo, assaltava-lhe na memória a idéia de que ela podia  assustar-se e gritar, e ai ele estaria perdido, logo o velho Márquez levantaria e ele seria enxotado senão coisa pior, devia pensar muito antes de tocar, afinal precisava balançar o que era mais lucro na situação, tocar numa verdadeira obra de arte da natureza ou seguir sendo o jovem cuidadoso e respeitoso que a fama lhe trouxe.

Suas mãos tremiam, seu coração estava disparado, ele soava como um cavalo no deserto, mas não podia perder aquela oportunidade, precisava tocar, tinha que tocar, e tocou primeiro um toque de leve, ela não se mexeu, eis então um toque mais forte, ela seguia sem se mexer que sono tinha aquela bela, agarrou com mais força, pegou com tanta força que ela saltou e sentou na cama, ela não gritou, não falou nada, não chorou nem gritou, apenas ficou olhando-o, ele sentiu que ela estava assustada, sabia que estava com medo, e que por estar com medo podia fazer o que quisesse com ela, e ele fez.

Primeiro suas mãos correram pelos seios dela, era os seios mais  macios e firmes que ele já tinha tocando, depois seus dedos andaram lentamente pelo rosto dela, ela não falava não esboçava reação, apenas olhava-o com o mesmo olhar do inicio.

Ele acariciou suas pernas, e logo alcançou o sexo dela, e lentamente foi acariciando, e logo seus dedos já penetravam em um ritmo frenético, ela agora não estava mais com o mesmo rosto, seus olhos dilatavam, ela apertava os lábios e ela gemia baixinho, como que se não quisesse que ninguém ouvisse, ela estava de derretendo de prazer e ele sentiu isso, logo  beijou-a apaixonadamente, foi o beijo mais logo e mais quente que já tinha dado em sua vida, ela correspondia a tudo como se fosse uma criada que estava fazendo o que seu chefe mandava, logo ele estava com as calças arriada até os tornozelos e com seu corpo por cima do dela, ela falava algo baixo em seu ouvido, como que reclamando de dor, mas ao mesmo tempo pedido, implorando que ele não parasse e ele não parou, foi até onde sua natureza lhe permitiu.

Depois de terminado, ele ainda beijou-a mais uma vez e saiu de cima dela, ergueu as calças, e andou até a porta, e dali ainda olhou para trás, ela seguia da mesma forma que a tinha deixado, voltou para o corredor puxou a porta e andou até seu quarto, olhou ainda pela janela que dava ara rua, notou o deserto naquela hora da noite, e deitou-se para dormir, e riu para si mesmo, pois tinha acabo de ter a transa mais gostosa de sua vida, relembrou cada instante até que adormeceu.

Sentiu uma mão tocando-o, ele virou-se e um horror tomou conta de sua alma rente a figura que por hora se prostrava em sua frente.

 

Até o próximo capitulo

 
Escrito por:Jonas Marcos Santos Martins - 23/03/2011 16:34
 
Categoria(s):  Folhetin
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Anjos do Campo Santo – Capitulo 4
 

Romero passou a andar na ponta dos pés, por um instante sentiu seu corpo estremecer, um medo começo a tomar conta dele, era como se algo pudesse acontecer a qualquer momento, andou lentamente, quando próximo de um rio notou a presença de duas mulheres.

Ambas estavam praticamente nuas, apenas umas poucas folhas verdes cobriam suas partes intima, ele não sabia o que fazer, elas estavam de costa para ele, e não notaram a sua presença, ele ficou ali parado, apenas olhando-as, como se estivesse analisando e esperando por uma reação das duas que falavam aquele dialeto estranho e riam a vontade.

Alguns instantes depois, uma delas saiu, então ele pode vê com mais nitidez, a pele tinha a cor de barro, mas notava-se que suas pernas e braços eram fortes, parecia até um homem, se não fosse pelos peitos avantajados, o cabelo era de um negro que ele jamais havia visto em uma mulher, e não pode notar mais nada por que ela se foi.

Ficou ali em seu esconderijo apenas olhando firmemente para a outra, não poderia se mover, pois se fizesse isso certamente seria descoberto, e se fosse descoberto, provavelmente seria morto, pois se havia duas mulheres ali haveria mais alguém por perto.

A outra saiu do lugar onde estava e se posicionou em um lugar ainda mais perto e nítido onde ele pode vê-la com perfeição, essa era o oposto da outra, suas pernas eram firmes, mas femininas como ele jamais havia visto, seus seios não eram fartos, mas pareciam rígidos como de uma virgem, que supôs ele que ela deveria ser, a pele morena era mais delicada que da outra, ele mesmo podia notar sem nem ao menos tocá-la, mesmo daquela distancia, ele sabia que ali estava um verdadeiro espécime feminino.

Por um instante teve vontade de saltar daquele lugar e degustar aquela selvagem, um pouco por vingança de tudo que os daquela espécie fizeram com seus amigos, outro por que ele estava no mar já havia mais de 7 meses, sem sentir o cheiro de uma mulher, sem tocar em um corpo feminino, pensou, montou um plano mas não teve coragem, seguiu ali no mesmo lugar apenas observando.

De repente dois homens se aproximaram ambos eram fortes, e grandes, e por algum motivo ela quis correr, por hora Romero não entendeu porque ela correria, se eram todos da mesma tribo, mas ela tentou correr, não andou nem dez metros e já foi apanhada por um deles, o outro se aproximou, e rapidamente imobilizou a pobre indiazinha, como se ela fosse um inimigo, antes que a mesma pudesse gritar teve sua boca tapada, e foi jogada para trás sobre o corpo de um deles enquanto o outro arrancava as folhas que cobriam o corpo dela. Romero não pensou duas vezes, não importava se era uma selvagem ou não, ali estava uma mulher prestes a ser vitima de abuso, saltou de seu esconderijo já com as suas fieis espadas nas mãos, os outros se assustaram, mas não fugiram, e rapidamente investiram cada um com uma faca contra Romero, a luta foi rápida, as facas eram muito curtas, quando o primeiro avançou, já ficou espetado numa das espadas, o outro ainda se esquivou do primeiro golpe, mas o segundo acertou-lhe a cabeça com  um corte perfeito e mortal.

Romero atentou-se para a índia que estava caída no chão, ela estava totalmente nua, mas naquele momento a nudez dela era indiferente para ele, que a pegou pela mão enquanto ela olhava firmemente para os seus olhos, que lindo rosto tinha aquela selvagem, e que belos par de olhos negros ela tinha, algo que ele lembraria para sempre estava certo disso. Ela já estava de pé, ele ainda segurava a mão dela quando algo atingiu sua cabeça, ele sentiu uma dor profunda e em seguida seus olhos escureceram e ele apagou.

 

O que será que houve?  Isso você saberá no próximo capitulo.

 

 
Escrito por:Jonas Marcos Santos Martins - 20/03/2011 22:58
 
Categoria(s):  Folhetin
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Antonio Marcos e Luan Santana
 

Luan Santana é um dos maiores fenômenos dos últimos anos na musica brasileira, conseguiu conquistar publico em todas as idades, gente de todos os gêneros, pessoas de todas as classes; o jovem cantor teem consegue emplacar nas paradas todas as musicas de todos os trabalhos que lança, é um verdadeiro fenômeno.

Por onde ele passa milhares de fãs enlouquecidas que jogam calcinhas, sutiãs e gritam alucinadas pelo artista que mais arrasta multidão, não tem para ninguém, Luan Santana é a maior revelação dos últimos anos, tenho que admitir, mesmo sem gostar muito do cantor.

Se Luan Santana é bom cantor não pode se discutir, é certo que há vários cantores por ai que tem melhor timbre de voz, é mais afinado, é talentoso, tem mais presença de palco, mas nenhum deles vai ser um Luan Santana, afinal ele é único.

Na época da jovem guarda existia um fenômeno parecido, Antonio Marcos, um charmoso cantor com rostinho de menino que cantava muito, encantava as alucinadas gatinhas que hoje já são senhoras de idade, mas que naquela época jogavam calcinhas para o Antonio Marcos. Tudo que ele lançava era sucesso, tudo que ele fazia era bonito, ele era um grande compositor tanto que teve suas musicas gravadas até pelo rei Roberto Carlos. Era tão lindo e amado que foi casado três vezes, a primeira com a Vanusa com quem teve duas filhas e com a eterna musa Débora Duarte com quem teve uma filha, a mais bela ainda, Paloma Duarte, e com Ana Paula filha do Cantor Roberto Carlos com Nice.

Mas um dia a fama abandonou Antonio Marcos, o anonimato tomou conta de seus dias, seus discos já não vendiam mais, seus shows não lotavam, e ninguém mais jogava calcinhas para ele, caiu no alcoolismo e faleceu aos 46 anos de idade.

O Brasil não sabe preservar seus ídolos, as mulheres esquecem das calcinhas, e os artistas perdem seu direito de fazer o que mais amam que é ser artista para uma platéia.

É triste mas é uma realidade, mas artistas como Luan Santana e Antonio Marcos são eternos, enquanto duram.

Bem vindo ao mundo da musica brasileira.

 

 

"Amanhã mais um capitulo de Anjos do Campo Santo"

 
Escrito por:Jonas Marcos Santos Martins - 19/03/2011 22:02
 
Categoria(s):  Especial
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Anjos do Campo Santo – Capitulo 3
 

Romero não pode se despedir do amigo, não pode nem chorar ao lado do corpo do outro, um novo ataque, muito mais feroz, muito mais violento, ele não teve condições de resistir, seus homens estavam sendo liquidados, somente existia uma opção era correr, era bater em retirada, e foi isso que ele fez.

Durante algum tempo ainda ouviu os inimigos lhe perseguindo, mas logo notou que estava a salvo, pelo menos por enquanto, mas tinha corrido tanto que suas pernas não mais o obedeciam, ele estava exausto, ele estava cansado, olhou em volta, somente mato, tanto mato que ele não conseguia nem ao menos enxergar o sol, estava no meio do nada, decidiu-se por deitar e descasar, deixar seu corpo repousar seria a melhor coisa a ser feita.

Escorou se num grandioso tronco de arvore e não demorou quase nada para adormecer, o corpo humano tem um limite, não adiante teimar, quando ele alcança este limite ele precisa ser desligado por algumas horas, no entanto, a mente humana ela nunca cansa, muito pelo contrario, quando mais você a usa, maia aptidão ela ganha para continuar na ativa.

Sua mente lhe remeteu a lembranças, a grande maioria das pessoas sonham com o que não aconteceu, tem uns que juram que sonham com o que ainda vai acontecer, já Romero ele sempre sonhava se é que da para chamar assim sobre o passado e tudo que lhe aconteceu na vida, eram lembranças que povoavam a sua mente e assaltavam a no momento em que ele deitava para dormir.

Naquele momento lembrou dos olhos negros  de Franchesca, pode parecer pecado mas ele a viu no enterro do pai, e naquele momento ele percebeu que ela era a mulher de sua vida, é muito difícil descrever Franchesca, é filha de italiano com espanhol, e a mistura tornou-se algo genial, inimaginável, não muito alta, nem muito baixa, simplesmente na altura certa, na medida certa, era uma mulher perfeita, sua pele tinha um caramelado especial, suas pernas era grossas e lisas, suas canelas eram perfeitas, seus cabelos era negros, lisos, e puros, era algo encantador, ta certo que teve uma parte que lhe aguçou mais a atenção.

No inicio ele apenas contemplava-a, não tinha coragem ou oportunidade de falar com ela, ela morava com os pais e ele era hospede dos velhos, não podia abusar da confiança deles, senão que espécie de homem seria. Numa certa noite decidiu ficar lendo, nem lembrava mais direito o que leu, aquilo não teve importância para ele, todos já tinham se recolhido, somente ele ali naquele pequeno escritório se deliciando daquele que considerava um dos maiores prazeres da vida. Era tarde da noite quando o sono entrou pela janela e lhe atingiu em cheio, largou o livro sobre a mesa e andou lentamente, com uma lamparina na mão, passou pela sala, e depois entrou num corredor, todos os quartos ficavam num corredor, eram cinco quatros, o primeiro de duas criadas que eram muito bem tratadas pela família por sinal, o segundo estava vazio, no terceiro ficava Franchesca e no quarto ele, e no ultimo os velhos Marques.

Ele ia lentamente pelo corredor na ponta dos pés, se esquivando para não acordar ninguém, até que chegou a frente da porta de Franchesca, estava entreaberta, um lusco-fusco do candieiro acesso do lado de dentro chamou a atenção de Romero, ele sem pensar e andou lentamente até a porta, quando olhou pra dentro eis que surpresa lhe arrombou o peito.

Estava na porta do quarto quando acordou, não ela, ele acordou no meio do nado, mosquitos se alimentavam de seu sangue, levantou e começo a andar sem rumo, não andou mais de cem metros no meio da mata fechada por hora abrindo caminho com a espada quando um barulho atentou-lhe os ouvidos.

 

Que barulho era este...você saberá amanhã.

 
Escrito por:Jonas Marcos Santos Martins - 17/03/2011 16:46
 
Categoria(s):  Folhetin
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Anjos do Campo Santo – Capitulo 2
 

As folhas da vegetação começaram a mover-se e em frações de segundo, homens diferentes de todos aqueles que Romero tinha visto até então os atacavam com grande velocidade, eram de pele escura, andavam quase pelados e falavam numa língua que ele não entendia, estavam furiosos, estavam dispostos a matar, mas os homens que acompanhavam ele e Américo eram valentes, não cairiam diante de qualquer adversário.

A luta foi ferrenha, o numero elevado de inimigos dificultava muito as coisas, Romero era o mais ágil, ele conseguia inclusive ser melhor que Américo que apesar de destemido e valente não tinha uma técnica de espadachim apurada, já Romero tinha aquilo no sangue, ele manipulava as duas espadas com simpatia, não era a primeira vez que ele estava numa luta, teve uma outra oportunidade nas Índias que um desentendimento entre Américo e um certo Vasco ficou feio. O português Vasco tinha pelo menos 20 homens a mais que Américo e a peleia foi tal que no final da luta apenas Romero e Américo conseguiram escapar com vida, dos inimigos, mas naquela oportunidade Romero já tinha demonstrado a sua coragem e valor quando de posse de duas espadas.

Os outros eram fortes, destemidos mas muito desorganizados, e isso facilitava o trabalho dos homens de Américo, depois de pouco mais de vinte minutos de luta o que representava uma eternidade, o restante da tripulação que ficará no barco vinha em direção a praia e com armas de fogo em punho, bastaram três tiros para que os outros entrassem em disparada novamente na mata, deixando para trás uma porção de feridos, tanto de um lado quanto do outro. Quatro homens da esquadra estavam no chão logo a frente, e pelo menos 20 adversários estavam ou mortos ou agonizando no chão.

O medo dos homens agora havia transformado-se em alegria, uma alegria própria de quem acaba de conquistar algo, era como se aquela luta tivesse renovado a força daqueles que conseguiram sobreviver ao ataque dos homens esquisitos, nem os corpos de companheiros de longos anos, que tapavam o chão misturado ao sangue, mijo e corpos dos inimigos atrapalhava a alegria daqueles valentos marinheiros.

O cheiro de sangue entrava pelas narina de Romero, e ele sentiu por minuto medo de tudo aquilo, medo que numa próxima batalha que sabia ele não tardaria a acontecer o corpo que estaria repousando no sono eterno na areia seria o seu, e ele não podia morrer sem ver sua amada novamente.

A primeira atitude de Romero foi procurar com olhos o amigo e capitão, mas notou que ele não estava entre os que permaneciam em pé, sentiu naquele momento um aperto no peito, ele nunca tinha visto seu amigo tombar, Américo não caia nem que estivesse ferido, seus olhos por um momento encheram-se de lágrimas e ele correu por entre os corpos que manchavam de sangue as belas areias daquele lugar. Proximo a um rochedo estava Américo, duas flachas  cravadas no peito, e mais um corte feio na barriga, ainda estava vivo, mas naquele momento Romero sentiu que não tinha muito que fazer, que a partir daquele momento estaria sozinho no mundo, pois Américo era a coisa mais proximo que ele tinha de uma familia, enquanto ele sentia que a morte roubava o sopro de vida do amigo, sua alma parece navegar em águas distântes dalí era como se estivesse lembrando tudo que viveram juntos, tudo que conquistaram juntos, e as tantas e tantas aventiras que puderam desfrutar lado-a-lado, no entanto seus lamentos não duram muito pois em poucos minutos o pior estava prestes a acontecer.

 

O que aconteceu com Romero - Saíba no proximo capitulo de Anjos do Campo Santo

 
Escrito por:Jonas Marcos Santos Martins - 16/03/2011 16:28
 
Categoria(s):  Folhetin
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